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domingo, 27 de março de 2016

Dólmen da Capela de Nossa Senhora do Monte

O nome é bastante esclarecedor - trata-se de um monumento funerário com cerca de 5000 anos sobre o qual na idade média (possivelmente no século XV) foi construída uma capela.





À sua preservação ajudou o dólmen ter estado enterrado até à sua escavação arqueológica, nos início dos anos 90.


Perto fica outro dólmen, o do Carvalhal.


quarta-feira, 9 de março de 2016

Quinta da Melhor Vista, Verride, concelho de Montemor-o-Velho

A verdadeira ruína de Verride é o Convento de Almiara, mas ao que parece está repleto de morcegos e cavalos, pelo que por agora vou dispensar.

Outra ruína, sobranceira à povoação, é a Quinta da Melhor Vista, possivelmente do século XVI, que é habitada por cegonhas, habituais na região.


Devido ao seu interior estar repleto de vegetação, o máximo onde consegui chegar foi o acesso para o primeiro andar.


E deu para tirar esta foto, que fica para mais tarde eu a editar e meter no Olhares.


O aspeto do edifício é ainda hoje bastante imponente, apesar de há pouco tempo o primeiro andar da fachada ter sido demolido (provavelmente por haver perigo de derrocada).
A sua fachada era assim [fonte]:


E hoje [fonte]:



Apesar de tudo as ruínas sempre vão encontrando algum uso:



segunda-feira, 7 de março de 2016

Termas da Amieira, concelho de Soure

Começamos por uma resenha histórica retirada daqui.

Desde de finais do séc. XVIII, até a construção do Balneário em 1885, os doentes tomavam banho em poças que abriam no terreno pantanoso.
Lopes (1892) descreve-as: “Caldas da Amieira, a pouco metros do apeadeiro de caminho-de-ferro […] tem um pequeno número de fogos, capela e o estabelecimento explorador das águas […] As nascentes aparecem na vertente de uma montanha, à beira de uma enorme planície, atravessada a norte pelo Rio Pranto […] São em número de três, comunicando entre si no espaço em que estão captadas, dão em 24 horas um caudal de 3.891.888 litros […]. A abundância deste manancial permite que as águas sejam aproveitadas para o estabelecimento balnear; para a grande exportação que é feita para todo o Portugal e África, e ainda para lagos cascatas e regas, etc.
Estas águas, que foram as primeiras no nosso país classificadas como cloretadas, e que pela sua composição e excelente forma de captagem têm merecido prémios em todas as exposições a que tem concorrido, apresentam na origem 20º de temperatura. São porém, cuidadosamente aquecidas por uma máquina a vapor, a fim de sem alteração da sal virtude curativa e da sua constituição poderem ser usadas nos banhos medicinais. 

Descreveu depois os balneários: “ Várias classes de banhos com 19 tinas, piscina, e os mais modernos aparelhos para todo o género de duches…” Contava ainda com uma oficina de enchimento de garrafas que “exportava para diferentes pontos do país e para África”. 
Sarzedas (1907) considerou-as das mais frequentadas do país, com uma média de 1200 a 1300 aquistas ano.

Sabemos pelos relatórios de Acciaiuoli das décadas de 30 e 40, que deixara de funcionar o hotel, hospedando-se os aquistas na Figueira da Foz. A sua frequência era cada vez menor, no ano de 1946 teve 338 inscrições das quais 76 foram gratuitas, a razão principal deste afastamento atribuía o autor à cultura do arroz nesta região palúdica. 
No Anuário(1963) o balneário é classificado como modesto do tipo rural, quanto aos arrozais comenta: “A região está presentemente isenta de mosquitos devido á acção das brigadas anti-sezonáticas de Montemor-o-Velho”. Mas a decadências destas termas já era notória o parque e capela anexa encontravam-se “desprezados”.

À entrada existe um conjunto de bicas ainda muito utilizados atualmente para encher garrafões. Recentemente, foram adicionadas vigas metálicas para impedir o desabamento do teto.



Os edifícios à volta são os antigos balneários, onde os utentes tomavam os seus banhos. Hoje em dia o terreno está cheio de vegetação (sobretudo silvas), o que torna difícil o acesso. 



No entanto, há dez anos o estado era bastante diferente, com o entulho de uma recente demolição à vista [fonte]:


Em todo o complexo, o único edifício que mantém cobertura (o dos balneários aparenta ter sido demolido e os restantes edifícios tinham teto em madeira e arderam) é o que deverá ter sido a casa das máquinas:


Do outro lado da linha do comboio, encontramos o hotel:



Este telheiro é um aproveitamento recente das ruínas:


Há alguns edifícios anexos, cuja função não é identificável:


A capela:


Há ainda uma guarita, como podemos ver neste emocionante vídeo, que nos apresenta alguns mistérios - o maior deles será eu ter filmado com a máquina fotográfica como se fosse um telemóvel:


PS: Tal é a qualidade dos participantes que o YouTube sugere o seguinte vídeo a seguir ao meu:



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Fábricas da Triunfo, Coimbra

Desta vez o passeio foi até às ruínas das antigas instalações da Triunfo, para a azar da patroa. Começámos pela fábrica de bolachas, com um infantário para os filhos dos funcionários adjacente:


Esta fábrica fechou em 2001, sendo a produção transferida para Sintra. Em 2015 foi transferida para a República Checa.












A fábrica tem sofrido uma rápida deterioração nos últimos anos, em resultado do furto de materiais. Uma das secções estava assim em julho de 2014 [fonte], já sem os paineis de fibra:


Para hoje já nada sobrar da estutura metálica:


No infantário:





Estes dois imóveis estão à venda, por dois milhões e quinhentos mil euros. Por fim fomos à fábrica de rações:






terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Real Fábrica de Vidro da Marinha Grande

A Fábrica Escola Irmãos Stephens faliu em 1992. Era a sucessora da Real Fábrica de Vidro da Marinha Grande (1769), e esta da fábrica de John Beare (1748). É a esta fábrica que a Marinha Grande deve ter-se destacado na indústria de moldes nacionais, à qual eu quero fugir como o diabo da cruz (apagar se isto dos submarinos não for avante).
A zona nobre da fábrica encontra-se requalificada, albergando a Escola Profissional e Artística da Marinha Grande (1991), o Museu do Vidro (1998), a biblioteca municipal (2001) e um teatro (2014), todos em antigas instalações da fábrica.


O material que tenho para fazer este post consiste em fotografias das ruínas das primitivas instalações fabris (assinaladas na foto) e da Lídia chateada por eu a levar a passear para ali. Prometo o passeio na praia ao entardecer para breve.


Há várias secções da antiga fábrica - esta fica nas traseiras da atual biblioteca municipal:






Esta outra ainda conserva (não nas melhores condições) a cobertura: