segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Aventuras passadas

Tenho uma câmara fotográfica desde 2003, e desde então que documento os meus passeios. Desta vez sem esmiuçar os locais que visito, aqui vai uma espreitadela no arquivo:


Tavira, 2003.



Cabanas de Viriato, 2003.



Serra da Estrela, 2003.



Faro, 2003.



Funchal, 2005.



Lisboa, 2006.



Óbidos, 2006.



Santa Comba Dão, 2007.



Figueira da Foz, 2008.



Albufeira, 2008.



Caldas da Rainha, 2009.


Estaleiros de São Jacinto, Aveiro

Sábado à tarde fui às ruínas dos Estaleiros de São Jacinto, numa iniciativa promovida pela ADERAV.


Assim eram os estaleiros em 1956:

 [fonte]

E hoje em dia:


Desde que encerraram em 2006, têm sofrido uma acelerada destruição.



Três incêndios num período de 15 dias em 2010 fizeram ruir a maior parte dos pisos e coberturas.





Todos os metais, portas e telhas têm sido furtados.






Aqui fica uma interessante reportagem sobre o dia a dia no estaleiro pouco antes do seu fecho:




sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Fábrica Jerónimo Pereira Campos, Aveiro

No passado fim-de-semana foram as Jornadas Europeias do Património, este ano subordinadas ao Património Industrial e Técnico. Passei o sábado em Aveiro, tendo a manhã sido dedicada a uma iniciativa do Museu de Aveiro sobre a Fábrica Jerónimo Pereira Campos.

 

Esta fábrica, dedicada sobretudo à produção de telhas, foi construída em 1917, sendo gradualmente ampliada.


Entre 1990 e 1995 foi transformada em centro de congressos, tendo sido aproveitado pouco mais do que a fachada [fonte]:



No entanto, o aspeto exterior ficou intacto:



Também restou o forno, onde eram cozidas as telhas:



Os próprios tijolos da cobertura do forno derretiam com as altas temperaturas:


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

São Romão, Coimbra


Em Coimbra temos o curioso caso de uma propriedade que mesmo bastante degradada continua a ser usada para fins agrícolas:


Para o efeito foram construídas novas coberturas e novas barracas nas ruínas das antigas construções:




A capela foi recuperada nos anos 90 por iniciativa popular.


Um canal, com cerca de 30 metros, poderá ter origem romana, segundo arqueólogos que lá trabalharam.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Castelo de Castelo Branco

O castelo de Castelo Branco domina a colina sob a qual foi construída a povoação:


No entanto, tudo isto não passa de mais uma recriação montada pela DGEMN nos anos 30 do século passado. Este monumento teve um percurso bastante agitado durante o século XIX e inícios do XX (dados do site monumentos.pt):


Estado do castelo em meados do século XVIII, com o paço quinhentista e a sua torre no extremo direito.

1753, Outubro - a antiga alcáçova ainda se encontrava em óptimo estado de conservação, conforme descrição da mesma;
1807 - invasão de Junot, na marcha para Lisboa, deixando o castelo bastante arruinado; 1818 - no Tombo dos Bens do Concelho, é efectuada uma medição das muralhas;
1821 - começavam a ser retiradas pedras do Castelo e do Paço pelos habitantes para construção das suas habitações; 
1839, 9 Março - nova Portaria autoriza que fosse vendida parte das pedras das paredes do Castelo e telha e madeira do palácio; 
20 Março - portaria permite a venda das telhas e dos madeiramentos; 
19, 2.ª metade - pela acção do governador-civil Guilhermino de Barros, algumas muralhas foram reconstruídas, bem como algumas estruturas do palácio; 
1875 / 1876 - início das obras no palácio, para adaptação a casa do professor da escola que se achava anexa, que não se concluiriam; 


Vista para o castelo no início do século XX. Vêem-se três corpos distintos, sendo o central o paço quinhentista e o que resta da sua torre, e à direita duas torres que posteriormente desabaram.

1930 - desaba a última torre da muralha que já se apresentava em ruína; 
1936, Março - uma tempestada provocou a derrocada da torre existente no ângulo E. / N.; 
1936 - é solicitada à DGEMN um vistoria ao local e inicia-se o projecto de recuperação, como miradouro; simultaneamente, a Câmara solicitou um projecto de reconstrução ao engenheiro Manuel Tavares dos Santos, mas a falta de recursos tornou o projecto inviável.


Planta atual.

Montar o puzzle com as fotografias do SIPA foi ainda mais complicado desta vez. Antes da reconstrução, existiam as ruínas do palácio quinhentista e uma torre do castelo do lado direito, que posteriormente desabou.



A DGEMN decidiu demolir integralmente o que restava do paço e a parte superior do que restava da torre, reconstruindo-a e construindo uma calçada elevada em toda a muralha.



A reconstrução da muralha fez-se em diferentes fases e estilos:




E pronto, acabaram os posts sobre o passeio que dei de 24 a 26 de agosto. Ainda deu para me entreter um mês.