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A mostrar mensagens de março, 2016

Dólmen da Capela de Nossa Senhora do Monte

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O nome é bastante esclarecedor - trata-se de um monumento funerário com cerca de 5000 anos sobre o qual na idade média (possivelmente no século XV) foi construída uma capela. À sua preservação ajudou o dólmen ter estado enterrado até à sua escavação arqueológica, nos início dos anos 90. Perto fica outro dólmen, o do Carvalhal.

Castelo de Penedono

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O artigo que vou citar é da autoria de Manuel António Lourenço de Campos Almeida e é baseado num livro de João Ferreira da Fonseca: (...) à semelhança da torre de menagem do castelo de Trancoso, identificada como antigo castelo condal do século X, também o castelo de Penedono teria começado por ter uma única torre, edificada nos penhascos, depois ampliada após as campanhas do rei leonês Fernando Magno, nos fins do século XI, princípios do século XII.  A existência dos traçados mais antigos, com muros de altura mais reduzida, cerca de metade dos atuais, de recorte ameado de secção rectangular e com aberturas de pequena dimensão, é denunciada pela observação atenta das paredes das muralhas. A muralha antiga acompanhava e contornava o terreno fragoso, formando um pequeno pátio interior, capaz de abrigar uma pequena hoste.  Após a crise de 1383-85, o castelo de Penedono foi muito beneficiado por obras de remodelação, dotando-se de melhores condições de defesa e...

Da identidade

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Tem havido bastante polémica devido ao restauro da torre do castelo de Matrera , em Espanha. Esta foi a intervenção: [ fonte ] [ fonte ] Devo dizer que isto me deixa muito aborrecido. Isto porque não se ouviam estas vozes de protesto durante o processo de derrocada da torre, que ficou reduzida a pouco mais que parede e meia: [ fonte ] [ fonte ] Só as ouvimos agora, quando houve finalmente uma intervenção. Sem ela, o pouco que resta da torre duraria poucos mais meses. Este fenómeno altamente nocivo de mistificação do património é transversal a todos os monumentos - tratamo-los como falsos ídolos, apesar de tantas vezes serem resultado de intervenções recentes (como os restauros dos castelos portugueses entre 1938 e 1942), para que possamos mostrar uma identidade artificialmente construída no lugar da que não temos. Em Peniche aconteceu um caso parecido há dois anos, quando a autarquia decidiu pintar a fachada da Fortaleza. Trata-se de um edifício que era originalmente pi...

Quinta da Melhor Vista, Verride, concelho de Montemor-o-Velho

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A verdadeira ruína de Verride é o Convento de Almiara, mas ao que parece está repleto de morcegos e cavalos, pelo que por agora vou dispensar. Outra ruína, sobranceira à povoação, é a Quinta da Melhor Vista, possivelmente do século XVI , que é habitada por cegonhas, habituais na região. Devido ao seu interior estar repleto de vegetação, o máximo onde consegui chegar foi o acesso para o primeiro andar. E deu para tirar esta foto, que fica para mais tarde eu a editar e meter no Olhares. O aspeto do edifício é ainda hoje bastante imponente, apesar de há pouco tempo o primeiro andar da fachada ter sido demolido (provavelmente por haver perigo de derrocada). A sua fachada era assim [ fonte ]: E hoje [ fonte ]: Apesar de tudo as ruínas sempre vão encontrando algum uso:

Termas da Amieira, concelho de Soure

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Começamos por uma resenha histórica retirada daqui . Desde de finais do séc. XVIII, até a construção do Balneário em 1885, os doentes tomavam banho em poças que abriam no terreno pantanoso. Lopes (1892) descreve-as: “Caldas da Amieira, a pouco metros do apeadeiro de caminho-de-ferro […] tem um pequeno número de fogos, capela e o estabelecimento explorador das águas […] As nascentes aparecem na vertente de uma montanha, à beira de uma enorme planície, atravessada a norte pelo Rio Pranto […] São em número de três, comunicando entre si no espaço em que estão captadas, dão em 24 horas um caudal de 3.891.888 litros […]. A abundância deste manancial permite que as águas sejam aproveitadas para o estabelecimento balnear; para a grande exportação que é feita para todo o Portugal e África, e ainda para lagos cascatas e regas, etc. Estas águas, que foram as primeiras no nosso país classificadas como cloretadas, e que pela sua composição e excelente forma de captagem têm merecido prémios em tod...

Casais do Júlio, concelho de Peniche

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Trata-se de mais uma terrinha no centro do Oeste (NUTS 3). Tem o moinho mais impressionante que visitei, pois apesar do seu estado de abandono, conserva na íntegra o seu mecanismo, ao contrário dos restantes inativos, que foram convertidos em residência. Merece também destaque a sua recente igreja:

Geraldes, concelho de Peniche

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Geraldes é mais uma terrinha do litoral português, apresentando alguns singulares "monumentos". Começando pelo toponímia, somos confrontados por esta designação: No entanto, o castelo em si é da primeira metade do século XX, apesar de ter ganhado na aldeia o estatuto que muitos castelos verdadeiros nunca terão. A igreja da aldeia é candidata a monumento, mas tem apenas 50 anos. Será que a idade é critério desclassificador? Mas também encontramos um monumento consensual, a Ermida de S. Sebastião e Santa Luzia, do século XVII. No entanto este monumento também teve a sua dose de obliterações (para desobstruir o tráfego), já que este era o seu aspeto no início do século passado: [ fonte ]